Apothecary Jar, Lisbon, 1610–1630
portuguese faience
H.: 27.0 cm
C583
Exhibitions
"Un Siècle en Blanc et Bleu", Paris 2016
Large cylindrical apothecary jar of gentle concaving towards themid body, resting on a raised foot. The short neck terminates ina flaring rim. The tin-white underglaze ground is decorated incobalt-blue and antimony-yellow pigments.The decorative composition follows a typically orientalpattern of dense vegetation with stylized pine trees and willowbranches, plum flowers and peonies. The body’s lower section isencircled by triangles, alluding to a garland, that encase stylizedpeonies and plum flower bouquets.At shoulder height in the upper section, a circular mustardcoloured medallion featuring the cross of Aviz, the insignia of thePortuguese Military Order of the Knights of Aviz. A perimetral thinyellow trim within blue filleting encircles the neck and the foot.The exuberant decoration reflects the horror vacui, aversionto empty spaces, characteristic of the Islamic tradition and clearlyillustrated in this jar. The choice of the antimony-yellow pigmentremits to the erudite Italo-Flemish taste evident on late-16th centurytile wall coverings, such as those at the São Roque Church,in Lisbon (1584).
Beyond the decorative grammar, the Italian Renaissancehas also defined the typologies and shapes of apothecary vessels.This group includes a family individualized by its decorative heraldicrelating to the various religious Orders, which was destined tospecific convents and monasteries. Such is the case with this jar,depicting the heraldic of Saint Benedict of Aviz which, in its origin,was a Military Order of Portuguese Knights based in Castile,and a branch of the Order of Calatrava, albeit the fact that somehistorians argue that it was founded in Portugal by King Afonso Henriques in the 12th centuryLisbon’s Pharmacy Museum features in its collection analmost identical vessel.
Manga de farmácia de grandes dimensões, de formato tubular, ligeiramente cintada, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul-cobalto e amarelo de antimónio, sobre esmalte branco. O bojo ostenta uma decoração do tipo oriental com profusa vegetação de ramos dispersos e estilizados, de pinheiros e chorões e flores de ameixieira e peónias. Na metade inferior da composição, um padrão denteado, triângulos justapostos ligados por arcos, à maneira de uma grinalda, que albergam ramos de peónias e flores de ameixieira estilizados. Na parte superior do corpo destaca-se cartela circular em tons mostarda, com a Cruz da Ordem de Avis inscrita. Junto ao colo e na base, faixas em amarelo e azul. A exuberância da decoração traduz um horror vacui, muito característica da influência islâmica na peça.O uso da cor amarela, muito rara na faiança da época, quase sempre decorada a azul, realça a importância da peça, feita por encomenda para um Convento da Ordem de Avis.
A renascença italiana marcou não somente a decoração, mas também as tipologias e os modelos, como é o caso dos canudos de farmácia, que descendem directamente dos albarelos da majólica. Para além da forma, também a cor amarela se inclui, claramente, na influência italiana.
A Ordem de São Bento de Avis ou simplesmente Ordem de Avis (inicialmente chamada de Milícia de Évora ou Freires de Évora) era originalmente uma ordem religiosa militar de cavaleiros portugueses que teria tido origem em Castela, como ramo da Ordem de Calatrava, embora muitos historiadores afirmem que foi criada em Portugal no século XII por D. Afonso Henriques.
Peça semelhante em MATOS, Maria Antónia Pinto de, MONTEIRO, João Pedro, A Influência Oriental na Cerâmica Portuguesa do Século XVII (Catálogo), Lisboa: Electa, 1994, p.10
Beyond the decorative grammar, the Italian Renaissancehas also defined the typologies and shapes of apothecary vessels.This group includes a family individualized by its decorative heraldicrelating to the various religious Orders, which was destined tospecific convents and monasteries. Such is the case with this jar,depicting the heraldic of Saint Benedict of Aviz which, in its origin,was a Military Order of Portuguese Knights based in Castile,and a branch of the Order of Calatrava, albeit the fact that somehistorians argue that it was founded in Portugal by King Afonso Henriques in the 12th centuryLisbon’s Pharmacy Museum features in its collection analmost identical vessel.
Manga de farmácia de grandes dimensões, de formato tubular, ligeiramente cintada, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul-cobalto e amarelo de antimónio, sobre esmalte branco. O bojo ostenta uma decoração do tipo oriental com profusa vegetação de ramos dispersos e estilizados, de pinheiros e chorões e flores de ameixieira e peónias. Na metade inferior da composição, um padrão denteado, triângulos justapostos ligados por arcos, à maneira de uma grinalda, que albergam ramos de peónias e flores de ameixieira estilizados. Na parte superior do corpo destaca-se cartela circular em tons mostarda, com a Cruz da Ordem de Avis inscrita. Junto ao colo e na base, faixas em amarelo e azul. A exuberância da decoração traduz um horror vacui, muito característica da influência islâmica na peça.O uso da cor amarela, muito rara na faiança da época, quase sempre decorada a azul, realça a importância da peça, feita por encomenda para um Convento da Ordem de Avis.
A renascença italiana marcou não somente a decoração, mas também as tipologias e os modelos, como é o caso dos canudos de farmácia, que descendem directamente dos albarelos da majólica. Para além da forma, também a cor amarela se inclui, claramente, na influência italiana.
A Ordem de São Bento de Avis ou simplesmente Ordem de Avis (inicialmente chamada de Milícia de Évora ou Freires de Évora) era originalmente uma ordem religiosa militar de cavaleiros portugueses que teria tido origem em Castela, como ramo da Ordem de Calatrava, embora muitos historiadores afirmem que foi criada em Portugal no século XII por D. Afonso Henriques.
Peça semelhante em MATOS, Maria Antónia Pinto de, MONTEIRO, João Pedro, A Influência Oriental na Cerâmica Portuguesa do Século XVII (Catálogo), Lisboa: Electa, 1994, p.10
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