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An Indo-Portuguese cabinet (ventó), India, Goa, 17th century

Teak, ebony, ivory and iron; gilt copper fittings
27.5 x 25.5 x 34.0 cm
F1236
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Provenance

Mário Roque collection, Lisbon

Ventó indo-português de estrutura em teca (Tectona grandis) faixeado a ébano (Diospyros ebenum) e decorado com embutidos de ébano e cavilhas decorativos de marfim.

A decoração fitomórfica da porta é em tapete, centrada num medalhão com um leão estilizado ou siṃha, animal aqui utilizado na sua dimensão apotropaica, para proteger o conteúdo valioso que outrora guardava nas suas gavetas e rodeado por finos enrolamentos florais dispostos em dupla simétia e larga cercadura de ébano. O interior da porta está decorado com campo de padrão geométrico quadriculado de ébano, pontuado por cavilhas de marfim e de teca, que ladeia o medalhão central, circular, com um mascarão de leão siṃha. A decoração do tampo, tardoz e ilhargas apresenta, o mesmo tipo de enrolamentos florais dispostos em dupla simetria com uma roseta ao centro, e larga cercadura de ébano. O mesmo tipo de decoração fitomórfica, muito estilizada, encontramos na frente das gavetas, provavelmente inspirada em gravuras ornamentais europeias. Está assente em pés em forma de bola achatada em cobre dourado, as suas muito elaboradas ferragens em cobre vazado e recortado, douradas a azougue, incluem cantoneiras, três grandes dobradiças, um espelho de fechadura, puxadores nas gavetas interiores e uma asa no topo.

Tanto os materiais como a gramática ornamental utilizada neste ventó, como as ricas ferragens vazadas e recortadas, permitem identificar o seu centro com o território de Goa, sendo típicas desta produção.[1] Um ventó desta produção e com semelhante repertório ornamental, embora sem inclusão de leões estilizados, enriquecido por ferragens em prata, pertence ao Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto (inv. 29 Div MNSR).[2]

Esta peça de mobiliário replica, quanto à forma, um protótipo extremo-oriental conhecido por ventó. O termo japonês bentō, que passou para o vocabulário português, segundo a definição do primeiro dicionário nipo-português - o Nippo jisho publicado como Vocabulario da lingoa de Iapam em 1603 - era na verdade, e ainda o é hoje em dia, um caixa para almoço. Na verdade, o modelo original japonês para o ventó é conhecido por kakesuzuri-bako, ou “caixa-escritório portátil” que, quando apresenta porta frontal e ferragens como a de um cofre-forte, é chamado funa-dansu ou “arca de navio com gavetas”: uma caixa para selos (documentos, instrumentos de escrita e tinta em pedra) e dinheiro com uma única porta frontal com dobradiças, normalmente revestida por complexas ferragens e o interior com várias gavetas ou compartimentos com portas frontais.

Escritórios, ventós e contadores de pequenas dimensões foram produzidos na Ásia com materiais exóticos e dispendiosos, sendo muito admirados e avidamente procurados na Europa, devido não só à sua forma, mas também à sua perfeição técnica.

Hugo Miguel Crespo

[1] Hugo Miguel Crespo, A Índia em Portugal. Um Tempo de Confluências Artísticas (cat.), Porto, Blueboook, 2021, pp. 115-120.

[2] Hugo Miguel Crespo, A Índia em Portugal. Um Tempo de Confluências Artísticas (cat.), Porto, Blueboook, 2021, p. 152, cat. 44.




Ventó indo-português de estrutura em teca (Tectona grandis) faixeado a ébano (Diospyros ebenum) e decorado com embutidos de ébano e cavilhas decorativos de marfim.

A decoração fitomórfica da porta é em tapete, centrada num medalhão com um leão estilizado ou siṃha, animal aqui utilizado na sua dimensão apotropaica, para proteger o conteúdo valioso que outrora guardava nas suas gavetas e rodeado por finos enrolamentos florais dispostos em dupla simétia e larga cercadura de ébano. O interior da porta está decorado com campo de padrão geométrico quadriculado de ébano, pontuado por cavilhas de marfim e de teca, que ladeia o medalhão central, circular, com um mascarão de leão siṃha. A decoração do tampo, tardoz e ilhargas apresenta, o mesmo tipo de enrolamentos florais dispostos em dupla simetria com uma roseta ao centro, e larga cercadura de ébano. O mesmo tipo de decoração fitomórfica, muito estilizada, encontramos na frente das gavetas, provavelmente inspirada em gravuras ornamentais europeias. Está assente em pés em forma de bola achatada em cobre dourado, as suas muito elaboradas ferragens em cobre vazado e recortado, douradas a azougue, incluem cantoneiras, três grandes dobradiças, um espelho de fechadura, puxadores nas gavetas interiores e uma asa no topo.

Tanto os materiais como a gramática ornamental utilizada neste ventó, como as ricas ferragens vazadas e recortadas, permitem identificar o seu centro com o território de Goa, sendo típicas desta produção.[1] Um ventó desta produção e com semelhante repertório ornamental, embora sem inclusão de leões estilizados, enriquecido por ferragens em prata, pertence ao Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto (inv. 29 Div MNSR).[2]

Esta peça de mobiliário replica, quanto à forma, um protótipo extremo-oriental conhecido por ventó. O termo japonês bentō, que passou para o vocabulário português, segundo a definição do primeiro dicionário nipo-português - o Nippo jisho publicado como Vocabulario da lingoa de Iapam em 1603 - era na verdade, e ainda o é hoje em dia, um caixa para almoço. Na verdade, o modelo original japonês para o ventó é conhecido por kakesuzuri-bako, ou “caixa-escritório portátil” que, quando apresenta porta frontal e ferragens como a de um cofre-forte, é chamado funa-dansu ou “arca de navio com gavetas”: uma caixa para selos (documentos, instrumentos de escrita e tinta em pedra) e dinheiro com uma única porta frontal com dobradiças, normalmente revestida por complexas ferragens e o interior com várias gavetas ou compartimentos com portas frontais.

Escritórios, ventós e contadores de pequenas dimensões foram produzidos na Ásia com materiais exóticos e dispendiosos, sendo muito admirados e avidamente procurados na Europa, devido não só à sua forma, mas também à sua perfeição técnica.

Hugo Miguel Crespo

[1] Hugo Miguel Crespo, A Índia em Portugal. Um Tempo de Confluências Artísticas (cat.), Porto, Blueboook, 2021, pp. 115-120.

[2] Hugo Miguel Crespo, A Índia em Portugal. Um Tempo de Confluências Artísticas (cat.), Porto, Blueboook, 2021, p. 152, cat. 44.

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