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Mesa de estrado Indo-portuguesa, Província do Norte do Estado da Índia, provav. Taná, ca. 1560-1620

teca, ébano, sissó, marfim e osso tingido, sândalo; ferragens em cobre dourado
50.7 × 65.2 × 46.0 cm
A619
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"From the Nothern Province, Marqueteries and Lacquerware from Portuguese India", Crespo 2024, pp. 52-55

Esta exepcional mesa de estrado - um tipo de mobiliário registado na documentação portuguesa coeva como bufete - data da segunda metade do século XVI ou das primeiras décadas de Seiscentos. Provavelmente executada em Taná (no actual Maharashtra), na então Província do Norte do Estado da Índia Portuguesa, junto a Bombaim, representa o melhor do que se produziu nesta praça sob domínio luso quanto ao mobiliário marchetado.


Realizada em teca (Tectona grandis) e faixeada a ébano (Diospyros ebenum), com pés em sissó (Dalbergia latifolia), é magistralmente decorada com embutidos de marfim, osso tingido de verde, sissó e sândalo (Santalum album), fixos com pinos de latão. As ferragens em cobre dourado incluem cantoneiras vazadas que protegem os cantos do tampo, espelhos de fechadura recortados e vazados em forma de escudete e puxadores espiralados nas frentes das gavetas, e pregos de calote semiesférica decorando a cintura do tampo e os entrepanos das gavetas.


A decoração do exuberante tampo, em tapete, apresenta um grande campo central com um medalhão de roseta polilobada de inspiração islâmica, ladeado por plantas floridas que irrompem de vasos. O campo é delimitado por larga cercadura de enrolamentos florais de flores estilizadas, com águias bicéfalas coroadas dispostas nos cantos - conhecida localmente como gandabherunda, é uma ave mitológica hindu dotada de força mágica, utilizada para afastar o mal e proteger os objectos preciosos guardados nas gavetas sob o tampo. Entre o campo central e a larga cercadura que o envolve, surgem faixas estreitas com rosetas de marfim, um tipo de friso utilizado em todo o móvel, nomeadamente nos pés e nas travessas. A decoração floral da cercadura larga repete-se nas frentes das duas gavetas e nas ilhargas da cintura da mesa, em painéis enquadrados por frisos de rosetas de marfim.


As pernas e travessas seguem um protótipo europeu, enquanto os pés assumem a forma de jatayuh - abutre associado a Rama. Jatayuh (literalmente “vento forte”) que é a “ave devota” de Rama e um semideus hindu. Rei dos abutres, tal como narrado no épico Ramayaṇa, jatayuh é o filho mais novo de Aruna, veículo do deus solar Surya. Esta representação, tal como as águias bicéfalas, possui clara função apotropaica de afastar o mal.

Imprescindíveis no mobiliário interior das residências nobres e patrícias da Europa, escritórios e contadores de mesa, mesas bufete e mesas de estrado portáteis deste tipo, tornar-se-iam requisito fundamental para funcionários, mercadores e comerciantes europeus que viviam e viajavam pela Ásia.[1]


De pequenas dimensões, foram produzidos na Ásia com materiais exóticos e dispendiosos, sendo muito admirados e avidamente procurados na Europa, devido não só à sua forma, mas também à sua perfeição técnica. Dado que a documentação portuguesa do século XVI refere a aldeia de Taná - hoje parte da cidade de Mumbai (Bombaim) - na qual floresceu uma grande comunidade de artesãos muçulmanos, como origem de preciosos móveis marchetados, é muito provável que o centro de produção desta mesa de estrado seja precisamente Taná, então parte da Província do Norte do Estado Português da Índia.[2]


Esta preciosa mesa de estrado pertence a um curioso grupo de raras peças do mobiliário muito recuado fabricado para o mercado português e identificado apenas recentemente quanto à sua origem geográfica, fontes decorativas de inspiração (iranianas, otomanas e europeias) e contexto histórico de produção.[3]


[1] Veja-se Amin Jaffer, Luxury Goods from India. The Art of the Cabinet-Maker, London, V&A Publications, 2002; e Pedro Dias, Mobiliário Indo-Português, Moreira de Cónegos, Imaginalis, 2006.

[2] Sobre a Taná sob domínio luso, veja-se Sidh Losa Mendiratta, “Two Towns and a Villa. Baçaim, Chaul and Taná: The Defensive Structure of Three Indo-Portuguese Settlements in Northern Province of the Estado da Índia”, in Yogesh Sharma, Pius Malenkandathil (eds.), Medieval Cities in India, New Delhi, Primus Books, 2014, pp. 805-814.

[3] Veja-se Hugo Miguel Crespo, Choices, Lisboa, AR-PAB, 2016, pp. 136-171, cat. 15; Hugo Miguel Crespo, A Índia em Portugal. Um Tempo de Confluências Artísticas (cat.), Porto, Bluebook, 2021, pp. 88-104; e Da Província do Norte. Marchetados e Acharoados da Índia Portuguesa, Lisboa, São Roque Antiguidades & Galeria de Arte, 2024, pp. 8-24.

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