Roque Ferrão
Salva Ø 33,5 cm
Peso: 1549 g
Ourives Manuel Roque Ferrão, F/MR (L-286), (1757-1785)
Jarro e bacia em prata portuguesa, trabalho da primeira metade do séc. XVIII, segundo modelo do ourives Luís Gonçalves (c. 1551).
O jarro tem o corpo liso, em forma de balaústre, com largo bocal terminando em bico. Asa de expressão rocaille formando um “S” invertido, acabando em dupla voluta.
A bacia, de bordo elevado, tem o centro circular limitado por moldura alteada para encaixe do jarro.
Salientamos a invulgar proporção destas peças, que se inspiram em modelos mais recuados, de desenho simples, obra do importante ourives de Lisboa, Manuel Roque Ferrão.
Este modelo de jarro e bacia, de influência Ítalo-germânica, teve muita procura no séc. XVI a XVIII, tanto em Portugal como em Espanha. Segundo Cristina Esteras Martin “Em Portugal estes jarros - designados em Espanha “à Flamenga” - estiveram em voga em meados do séc. XVI durante o reinado de D. João III e mantiveram-se durante todo o séc. XVII até meados do séc. XVIII”.
Certificado de Autenticidade de Sofia Ruival e Henrique Braga.
Publicações
Vd.: - Exposição de Ourivesaria Portuguesa e Francesa, nº82, Lisboa: Fundação Ricardo Espírito Santo, 1955, fig. 37.Peça semelhante no Acervo da Sé de Angra do Heroísmo nos Açores, na forma e proporção.
Ambas as peças c/ marca de ensaiador de Lisboa (L24), c.1720-1750. Marca de ourives Manuel Roque Ferrão, F/MR (variante L249) 1720-1770. Certificado de Autenticidade de Sofia Ruival e Henrique Braga.
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