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Faiança Portuguesa
Lisboa, c.1700
Alt.: 28,0 cm
Imponente par de mangas de farmácia em faiança portuguesa, da segunda metade do séc. XVII, de formato tubular, ligeiramente estrangulado ao centro, com pé circular, colo baixo e bordo revirado, decorado a azul sobre esmalte branco.
O bojo é preenchido com as exuberantes armas da Ordem dos Dominicanos, encimadas por coroa real fechada, de onde pende uma pequena borla.
Está ladeado por elementos vegetalistas onde sobressaem folhas de acanto, cornucópias e um edifício, representando eventualmente o mosteiro.

Salva redonda de catorze gomos em prata portuguesa. Centro liso emoldurado por perfil convexo, em meia cana, com os gomos côncavos, radiando a partir do centro e que conferem à peça um bordo multilobulado.

Marca de posse J. J. V. gravada no verso.

Bela e rara escultura de grandes dimensões de Menino Jesus Bom Pastor em marfim, trabalho indo -português do séc. XVII.

Raro escudo de aparato de formato circular (rodela) em madeira exótica (pranchas cavilhadas entre si), coberto por várias camadas de pele animal moldado a quente à estrutura de madeira segundo a técnica do cuir bouilli, posteriormente revestida por laca do Sudeste Asiático ou thitsi a negro e decorada a folha de ouro na frente e no verso.

Belíssimo bule Josefino “Bico de ave” em prata portuguesa. Corpo em forma de pêra invertida com profusa decoração rocaille gravada, repuxada e cinzelada em folhagens, flores – malmequeres, crisântemos – concheados, volutas e grinaldas.

Tampa de cúpula baixa, com dobradiça embutida que remata com um botão em ébano. Bico com curva elegante, em colo de cisne canelado, que termina em cabeça de ave, envolvido por folhas de acanto, de contornos relevados e bem cinzelados.

Asa em ébano em forma de “C” com folhagem entalhada. Assenta sobre base circular de bordo liso.

Teca, sissó e marfim (tingido e cor natural) Arqueta-escritório de tampo de levantar de caixa paralelepipédica, assente em pés de bola achatada, com estrutura de teca e faces exteriores em sissó decorado a embutidos de teca, sissó e marfim à cor natural e tingido de verde, e ferragens e pregaria em cobre vazado e dourado. O tampo de levantar dá acesso a um compartimento central rodeado na frente e nas laterais por três escaninhos (para os instrumentos de escrita), com um tinteiro e uma poeira em sissó ladeando cada um o escaninho da frente.

Prata
Portugal, séc. XVII com inscrição posterior datada de 1713
Alt.: 15,5 cm
Peso: 550,0 g

Inscrição:
'Soi' De[e]l S, mo Sacramento año de 1713; Confiteor tibi Pater Domi,ne Caeli, et Terrae; quia abscondi, sti, haec asaPi, enti,b,9 et; Prudent[ti]b9, et Reuelasti, e a Parbuli,s'

(Sou do Santíssimo Sacramento ano de 1713; Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu
e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos
pequeninos. (Mateus Cap. 11, vers. 25)).

Canudo de botica em faiança portuguesa, de forma cilíndrica com ligeiro estrangulamento no centro, boca alteada e revirada, decorado a azul de contornos a vinoso de manganês sobre esmalte branco. Bojo com cartela oval e oblíqua, com a inscrição VNG. TO PALIDVM, ladeado por alguns elementos florais de influência chinesa e um imponente busto feminino com toucado à moda da época, conhecido por Bella, influência da majólica italiana. Colo e base com tarja de volutas rematada por filetes a vinhoso.

Marfim com policromia
Kandi, Ceilão, séc. XVII / XVIII
Dim.: 45,0 x 5,0 cm

Fan-Handle
Polychrome ivory
Kandy, Ceylon, 17th /18th century
Dim.: 45,0 x 5,0 cm

Fantástica salva armoriada D. José de três pés, em prata portuguesa, trabalho do notável prateiro João Coelho Sampaio. Fundo liso com imponente representação heráldica de cartela coroada “Ave” e moldurado com tarja de aletas, flores e folhagens gravadas.

Orla alteada e recortada com superfícies curvilíneas alternando com canelados ondulados, aletas e vieiras estilizadas, repuxadas e cinzeladas. O bordo rebitado à base, técnica muito comum à época.

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